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Segunda-feira, 15.09.08

O fim da Dreamcast... segundo Peter Moore

Em entrevista dada ao The Guardian, Peter Moore falou sobre um dos mais dolorosos momentos da história dos vídeojogos. Um dia em que muitos ficaram de luto. Eu fiquei...


Sem mais, aqui ficam as palavras do antigo responsável máximo da SEGA of America. E ainda hoje sinto uma ligeira pontada no coração ao ler a descrição que se segue. Muito triste...


“Tivemos uns 18 meses fantásticos. A Dreamcast estava imparável – pensávamos mesmo que iríamos conseguir.


“Mas então chegaram os objectivos vindos do Japão, que diziam – não me lembro dos números exactos – que tínhamos de fazer X centenas de milhões de dólares durante o período de Natal e que tínhamos de vender X milhões de unidades de hardware, de outra forma seria impossível suportar o negócio.


“Então, a 31 de Janeiro de 2001, anunciámos que a SEGA iria abandonar o negócio de hardware – fui eu que tive de fazer essa chamada, não foram os japoneses. Tive de despedir muitas pessoas. Não foi um dia agradável.


“Estávamos a vender 50 mil consolas por dia, depois 60 mil e depois 100 mil, mas não era o suficiente para conseguirmos um parque de máquina que fizesse frente ao lançamento da PS2.


“As apostas eram altas. A SEGA tinha a possibilidade de gastar mais dinheiro e acabar na bancarrota, mas eles decidiram que queriam viver para lutar mais um dia. Foi então que tivemos de lamber as feridas, engolir um sapo e ir até à Sony e à Nintendo para pedir kits de desenvolvimento.”


Momento triste. Muito triste. Acho que ainda hoje a ferida que se abriu no meu coração não cicatrizou por completo...

Autoria e outros dados (tags, etc)

por luxxx às 13:08


2 comentários

De Shiryu a 15.09.2008 às 14:40

Definitivamente uma consola que merecia muito melhor. A Sega fez jogadas no hardware muito más (como o 32x), depois tentou vender a Saturn como "arcade perfect" para as suas franchises arcade. Pouco ou nada pode fazer contra o fenómeno Playstation, por mérito da Sony e pelo despertar de um novo público e a percepção geral que os jogos afinal já não eram só para crianças.

A Dreamcast trouxe finalmente o "arcade perfect" a casa. Foi a primeira consola que o fez e logo por aí, não a irei esquecer. Nunca tive uma, na altura tinha desistido das consolas correntes e atravessava um fabuloso periodo de retrogaming, onde jogava SNES ou Megadrive todos os dias, comprando jogos por tuta e meia no ebay, enquanto já tinha arrumado a PSX e a N64. Foi em casa do Hernandez que joguei pela primeira vez Soulcalibur, grandiosa Namco.

Foi pena a consola não ter vingado, queria ver mais clássicos da sega na sua versão DC, mas estava era agradavelmente supreendido como novos jogos da SEGA como Shenmue, era algo videojogável que nem eu sequer tinha equacionado na minha mente.

Depois ainda tinha J-RPGs do calibre de Skies of Arcadia para complementar e conversões CPS3 perfeitas, onde temos de lembrar Streetfighter 3 e Marvel vs Capcom 2, dois exemplos exímios do beat'em'up 2D. Nem me atrevo sequer a começar a falar de shmups...

E o que dizer do pioneiro online... Muitos lembram-se logo de Phantasy Star Online e Chu-Chu Rocket, mas eu lembro-me de uma experiência perfeita com o Quake 3, mesmo com o modem de 28kbps, salvo erro, não havia qualquer lag (é a mais valia de se ter uma plataforma única ao contrário de milhões de configurações possíves num PC) ou o Daytona USA online. A Microsoft deveria ter tomado nota sobre o onlien da DC, os jogos a pagar para jogar deveriam ser apenas os MMOs, considero que o facto de já pagarmos a net ao ISP (para alem de pagarmos a consola e os jogos, claro) já serem custos q.b. para quem quer dar uns tiritos entre amigos.

Mas mesmo mau, mau era o joypad. Aqueles triggers lá atrás para jogar Street Fighter... não tava com nada. O VMU era giro e uma ideia fresca, mas nunca lhe liguei muito, talvez por falta de tempo.

A PS2 trouxe muito à indústria, mas também limpou o sarampo a muita coisa antes estabelecida em fundações de aço, sendo uma delas infelizmente, a divisão de hardware da SEGA. No entanto a DC sobreviveu em espírito em parte na Xbox e numa fatia melhor na GameCube, e mesmo hoje, os jogos da SEGA tendem a seguir o colorido 3D que surgiu pela primeira vez no design dos jogos da DC. Aliás, quem sabe se um dos meus jogos favoritos de sempre (F-Zero GX) teria alguma vez exisitido na realidade paralela onde a Dreamcast e a Gamecube chegassem a ser concorrente directas.

Uma das memórias mais estapafurdias da DC foi em casa de um outro amigo meu, a jogarmos Soulcalibur o player 1 com Joypad e o pobre do Player 2 com o teclado da DC, que ele só tinha 1 joypad. Muito, muito mau...

Findo deixando aqui um dos melhores jogos alguma vez feitos na história dos videojogos que como muitos outros da DC, não saiu do Japão:

http://en.wikipedia.org/wiki/Segagaga

http://hg101.classicgaming.gamespy.com/segagaga/segagaga.htm

Mas que outra companhia de videojogos iria dar o "OK" à produção de um jogo em que presidimos a SEGA para tentar dar a volta a uma situação onde eles tem uma fatia de mercado de 2% e que o objectivo é vencer a sua rival (não especificada, historicamente a Nintendo, mas naquela altura, a Sony) pela conquista do mercado total dos videojogos. Foi um adeus brilhante à sua vida como fabricante de consolas.

Quando for grande e tiver espaço, heide comprar uma com uma selecção agradável de jogos. definitivamente uma máquina pioneira em muitos aspectos do que hoje entendemos como standard em consolas. Vamos lá ver se a SEGA se decide em dar-nos o Shenmue 3 mas é. Isso e o regresso de SEGASATA SHIRO!

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