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Terça-feira, 17.04.07

Mais um estudo... mais conclusões

A British Board of Film Classification publicou um estudo sobre vídeojogos. Os resultados foram atingidos após inquéritos feitos a jogadores dos sete aos quarenta anos, assim como a pais de jovens gamers e a representantes da indústria.

 

E diga-se que alguns dos resultados são realmente interessantes. Sem mais, fiquem a conhecer os pontos essenciais, apresentados na MCV:

 

-         No que respeita a idades, apesar de se começar a jogar cada vez mais cedo, a média etária dos jogadores é cada vez mais elevada.

 

-         Há diferenças notórias no que toca aos gostos dos elementos femininos e masculinos. Os primeiros preferem puzzle-games e simuladores de vida real, enquanto os segundos optam por shooters e simuladores de desporto.

 

-         Os utilizadores masculinos jogam consecutivamente durante períodos mais longos de tempo.

 

-         Críticas negativas têm efeito contrário, ou seja, fazem com os jogos em questão vendam mais.

 

-         Os mais novos escolhem os jogos baseando-se no “passa palavra”, optando por títulos utilizados dentro do seu grupo de amigos.

 

-         As pessoas vêem os jogos como uma forma sem risco de se fugir à realidade. Ao contrário da vida real, sentem-se ao comando do seu destino.

 

-         Quando se joga têm-se um papel activo, oferecendo um sentimento de conquista, ao contrário do que acontece em formas passivas de entretenimento, como é o caso da televisão e do cinema. Os jogadores são movidos pelas conquistas, mas é pouco provável que se envolvam emocionalmente com as obras, preocupando-se mais com o progresso no jogo do que com o desenrolar do argumento.

 

-         Devido à natureza interactiva do produto, é pouco provável que  os utilizadores se esqueçam que estão perante um jogo, o mesmo não acontecendo quando estão a assistir a um programa de televisão ou a um filme.

 

-         Os utilizadores referem que os jogos são mentalmente estimulantes, melhorando a coordenação olhos/mãos.

 

-         A violência nos jogos cria tensão e um sentido de vulnerabilidade nos utilizadores, com estes a focalizaram-se na tentativa de prevenir que a sua personagem sofra danos, não se preocupando tanto com o que acontece às outras personagens.

 

-         Apesar da realização de actos violentos ser apelativa, os gamers têm completa noção que se encontram perante um vídeojogo.

 

-         A maioria dos gamers não se mostram preocupados com a violência nos vídeojogos, considerando a violência na televisão e em filmes bem mais realista e perturbadora. Apesar disso, estão conscientes que a brutalidade presente em títulos considerados para adultos poderá ser nociva para os mais novos.

 

-         A grande maioria dos utilizadores rejeita a noção que os jogos encorajam actos violentos na vida real ou que os tornaram menos sensíveis quando o visionamento de situações violentas.

 

-         Apesar de ficarem surpreendidos com a violência dos vídeojogos, os progenitores que não jogam não acreditam que possa vir a ter um efeito negativo sobre os seus filhos.

 

-         Os pais concordam que a regulação dos vídeojogos é importante, mas alguns revelaram que não se importam de oferecer títulos para adultos aos filhos... porque não são reais.

 

-         Progenitores que não jogam preferiam que os seus filhos praticassem mais actividades ao ar livre, estando particularmente preocupados com os rebentos do sexo masculino. De qualquer maneira, estes pais estão mais preocupados com os perigos relacionados com as salas de conversação.

 

 

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por luxxx às 14:04


48 comentários

De Megalodon a 17.04.2007 às 17:31

Fico mais descansado. Por momentos questionei a minha sanidade mental. Será que era fruto da minha imaginação? Afinal parece que não. Com esse esclarecimento, acabaste por informar melhor o pessoal do blog. E isso é que é verdadeiramente importante. De resto se o teu segundo parágrafo figura-se no teu anterior post eu não questionaria se estou maluco ou não. Também é verdade que se o fizesses a natureza do teu comentário não faria exactamente o mesmo sentido que lhe quiseste dar, o de mais uma vez apontar a Sony como o vilão do costume.

De Shiryu a 17.04.2007 às 21:17

"Por momentos questionei a minha sanidade mental."

Faço isso quase todos os dias... atua, não a minah claro (eu sou um caso perdido há anos).

PS: Sony = Evil. Está escrito na Bíblia... algures perto do fim...

De Megalodon a 17.04.2007 às 21:43

Shiryu, quando notares traços de demência naquilo que eu escrevo (do género: a Wii é uma consola muito evoluída tecnologicamente), agradeço que me dês nota.
Não me leves a mal, mas é que a tua cruzada deixa-me até um tanto preocupado contigo. Tens de pensar menos no terrível império do mal de nome Sony.

De Shiryu a 17.04.2007 às 22:15

A fonte de todo o mal é um advogado, mas não tem o cabelo impecável do Phoenix Wright, nem diz tiradas eespetaculares como o referido: Jack Thompson.

Não preciso de fazer nada, a Sony faz sozinha, visto que nunca vi a Nintendo prometer coisas sem as cumprir. Apenas é muito dífícil ser-se Português e ser uma minoria.

Filosofias: O que deve ser um jogo um de vídeo?

Sony/Microsoft: Gráficos fotorealistas.
Nintendo: Divertido, colorido.

O que temos aqui não sou eu contra s ony, muito pelo contrário, o que temso aqui é o ponto de viragem para onde vai a indústria.

Cobardes são os que não tomam partido e deixam que as coisas sejam decididas por eles, dai eu ter aqui sempre deixado o meu bem demarcado: Os gráficos não fazem um jogo, mas sim a jogabilidade e diversão. Considero o Okami mais bonito que qualquer jogo dísponivel na hoje PS3, mas o jogo é de ultima geração PS2 e claro... a PS3 está longe de ser utilizada a fundo.

Mas... com a filosofia de fotorealismo e afins, será que alguém alguma vez irá fazer um Okami!?

Neste preciso momento, acho que os jogos disponiveis no XBLA e na PS Store são mais divertidos que o que anda nas prateleiras...

... já na Wii (que por 250 €uros é uma Gamecube, uma SNES, uma N64, uma NES, uma Megadrive, uma PC Engine e em breve, uma Neo-Geo) não me posso queixar de falta de diversão.

Por isso se a Nintendo tivesse uma máquina "hi tech" e estive numa de jogos fotorealistas, aqui o je estaria a dizer mal da Nintendo por todos os poros. Felizmente, assim não é e os números de vendas cada vez mais falam por mim, o mundo parece ter decidido que diversão é mais importante.

Eu sei, eu sei, ainda é cedo, só neste Natal de 2007 é que poderemos ter uma visualização mais fiel do rumo que a industria vai tomar.

Mas desistir da minha cruzada por videojogos da minah filosofia de diversão? Nunca.

Já dizia um barão gordo voador "He who controls the spice, controls the universe."... bom, sim poderia fazer uma metáfora engraçada correspondente ao que acabei de escrever, mas não me apetece e eu apenas gosto de citar "Dune" em qualquer ocasião possível.



PTNET #GameOver, destribuição de fruta em "real-time".

De Megalodon a 18.04.2007 às 00:10

“Mas... com a filosofia de fotorealismo e afins, será que alguém alguma vez irá fazer um Okami!?” eu compreendo o que queres dizer, e vou aproveitar por teres tocado neste ponto para dizer uma coisa que tenho a certeza que concordas. A filosofia de fotorealismo não se aplica a tudo quanto é jogo. O que quero dizer é que a Ps3 também pode fazer coisas muito boas com os gráficos (e não só) de um Ratchet and Clank por exemplo. Não se pense que tudo quanto é jogo de próxima geração tem de ter gráficos que procuram recriar a realidade.
“Sony/Microsoft: Gráficos fotorealistas.”
”Nintendo: Divertido, colorido.” Por isso é que não concordo com esta opinião. O que é o LBP, o Ratchet and Clank e outros jogos que serão exclusivos Ps3?

A filosofia da Nintendo é claramente diferente das restantes, e eu tento evitar ao máximo comparar a Wii com as outras duas consolas, acho que não faz sentido.

De Shiryu a 18.04.2007 às 00:38

Tenho grandes esperanças para o Ratchet & Clank (tenho todos da PS2 e todos os Jaks, adoro ambas as series, c apneder um pouco mais para o Ratchet), mas infelizmente, temo (alías, tenho a certeza) que esses títulos vão ser uma minoria nas prateleiras da Sony...

... e tu sabes que tenho razão.

Já com a Nintendo, não tenho de me preocupar. Mas cuidado com isso de nao meter a Wii na mesma prateleira, porque foi o erro da Sony, ao dizer que "a Wii era uma compra por impulso" e afins, quando claramente se está a apresentar como vencedora temporária desta nova geração.

Sim, é uma GameCube colada a outra com fita adesiva, mas um facto é que não é a tecnologia que define uam geração, são os cilos de vida de perto de 5 anos por máquina. Quando o mercado deixa de ser viável, cira-se umanova geração, o que até agora tem sido bastante linear: o "povo" quer tecnologia mais avançada.

No entanto, é mais do que óbvio que isso já não é verdade, a realidade mudou, senão a PSP teria ganho logo sem dúvidas à DS, e a PS3 deveria ter vendido triliões em relação á Wii (não contando claro com as difculdades técnicas das linhas de montagem de ambas em conseguir colocar nos mercados número suficiente para a procura).

Agarras-te de unhas e dentes á PS3 e isso hoje em dia é comendável, tendo em conta o circo verdadeiro que é a SCE e o seu marketing. Só espero que daqui a um ano não estejas a ir ao fundo com ela, porque pelo caminho que as coisas andam... não a vejo a flutuar muito bem.

Não tens de concordar com a minha opinião, porque ela é minha, toda minha e só minha, construida em anos de experiência e um ouvido no chão para ver o que lá vem. De qualquer modo, não precisamos de automátos a dizer "Yes, sir", precisamos aqui de pessoas que pensem por si, como assumo ser a maioria do pessoal, e daí o sucesso evidente deste blog.

No entnato... neste páis em geral, ja vi muita gente lavada cerebralmente pela marca "Playstation" e parece que somos um caso gravíssimo a nível Europeu... e isso sim, é triste.

De Megalodon a 18.04.2007 às 01:14

“neste páis em geral, ja vi muita gente lavada cerebralmente pela marca "Playstation"” o nosso caso é realmente invulgar, mas vejamos o seguinte. As pessoas que compraram a Xbox não tiveram a variedade de jogos que a Ps2 ofereceu, muito deles com excelente qualidade. O mesmo relativamente à Gamecube (que eu sei que tu adoras) mas a verdade é que foi um fracasso de vendas. Aquilo que tu dizes ser uma “lavagem cerebral” pode muito bem ser o resultado da competência da Sony, que conseguiu reunir excelentes alinhamentos de jogos quer para a Ps1 quer para a Ps2. A Sony conquistou as pessoas porque foi competente, ponto final. “Agarras-te de unhas e dentes á PS3” eu acredito que a comunidade dos videojogos está preparada para este patamar que a Sony definiu, mas se assim não for é sinal de que teremos de avançar mais devagar, como a Nintendo está a fazer. Essa possibilidade entristece-me acredita. Mas tenho para mim que a Nintendo não vai atrasar o progresso. Há mercado para ambas.

De Shiryu a 18.04.2007 às 01:25

Não tiro qualquer crédito no marketing da Sony, tiro crédito ao público português por os terem posto onde estão, e sim, até um pouco ao público mundial por acatar sem questionar todas as parvoices (que , sejamos francos, nós que temos internet e lemos as coisas quando elas acontecem, estamos muito mais bem informados que o cosnumidor médio).

Eu não gosto da GameCube. Eu AMO a GameCube por ter sideo a responsavel por manter a minha sanidade nos últimos anos da faculdade.

Qualçquer pessoa que tenha uma, percebe porqu~e sem ser necessário eu ter de explicar. Mas claro, nem toda a gente tem a sorte de não viver geograficamente dependente do que se encontra nas nossas prateleiras.

Também é bonito de se ver, muita gente que tem uma Wii agora, está a correr deseperadamente em busca de todos os títulos chaves da GC. Quase diáriamente sou assediado para vender o meu Metal Gear TTS ou o meu Skeis of Arcadia Legends...

... tempo de jogar um bocadinho de Spartan, parece-me.

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