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O post dedicado ao multiplayer de Gears of War trouxe-me à memória os bons velhos tempos em que passava horas e mais horas agarrado a tudo quanto era jogo, como se não houvesse amanhã.
Ainda não tinha despertado para as delícias do sexo oposto, sair à noite era impossível e o charme das cervejas ainda não tinha surgido no horizonte. Era eu, os amigos, as cassetes, um gravador, o Spectrum e muita tecla de borracha com as letras a desaparecerem devido ao uso extremo. Tudo tão ingénuo. Tudo tão inocente.
Nesses anos, a frase que por mim mais proferida era: “Agora não posso que estou a jogar!” E se jogava...
Foi em 1983 que alcancei um recorde pessoal que ainda hoje se mantém: 36 horas seguidas a dedilhar num teclado. O responsável por este feito foi Football Manager, o primeiro título de gestão futebolística, há 24 anos editado pela Addictive.
Na companhia de um fantástico sistema de estatísticas e de um luxuoso motor 3D, levei a minha equipa da mais fraca das divisões até ao primeiro lugar do campeonato principal. Tudo de seguida, sem pausas, com os olhitos a verterem lágrimas e os dedinhos dormentes.
Agora estou velho, pesa-me a consciência quando passo mais de três dias seguidos a deitar-me às 5 da manhã, tenho de me justificar perante terceiros e o charme do sexo fala mais alto do que os encantos dos jogos.
Adeus inocência. Adeus ingenuidade.
Já agora, durante as próximas horas não posso... vou jogar!
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