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Sábado, 17.02.07

Da fotocópia ao jogo traduzido

No que toca a manuais, ao longo da vida passei pelas mais variadas situações. Como não sou propriamente novo, muito pelo contrário, obviamente que a minha experiência caseira com vídeojogos - que se seguiu a um período de gastos astronómicos nas salas de arcadas, a colocar moedas em mimos como Pac-Man e Defender - aconteceu na companhia do ZX Spectrum.

 

Ora bem... dependendo da boa vontade dos senhores responsáveis pelas lojas, as cassetes eram, na melhor das hipóteses, vendidas com uma fotocópia na tampa da caixa. Instruções?! Nem pensar nisso é bom! Luxos desses não existiam num país onde a lei respeitante a produtos informáticos apenas entrou em vigor no anos 90.

 

Por essa razão, o jogos do Amiga nem capinha fotocopiada tinham. “Dá cá a disquete... (pausa para se copiar a obra pretendida)... toma lá a disquete... dá cá o dinheiro.” Instruções?!?! “Pois sim, desenrasca-te.” No caso do Commodore,  a situação era mais complicada, visto a complexidade e variedade da mecânica dos jogos serem, geralmente, bem superiores à dos títulos da saudosa máquina de Sir Clive Sinclair.

 

O nascimento das consolas 16 bits, no início dos anos 90, mudou a situação. Finalmente, chegaram a Portugal os distribuidores oficiais. Caixas de boa qualidade, bem coloridas e manuais de instruções traduzidos para a língua de Camões. Gralhas e erros não faltavam e os tais manuais assumiam a forma de fotocópias a preto e branco – no caso da Nintendo, eram folhinhas dobradas sobre si próprias, literalmente esborrachadas dentro das caixas.

 

Os anos passaram... a qualidade do produto final aumentou de forma significativa. Desapareceram os manuais fotocopiados, surgiram os livros de instruções imprimidos de forma profissional. Aí sim, senti que nos estávamos a tornar europeus.

 

Mais anos passaram... 16 bits RIP... um viva para as 32 bits... 32 bits RIP... um viva para as 128 bits. Chegou o domínio da Sony. O dinheiro não faltava e com ele vieram alguns jogos PS2 totalmente dobrados - como já tinha acontecido com obras PC – ou completamente traduzidos. No que toca à dobragem... há que esteja de acordo, outros nem por isso. Confesso que me englobo no grupo do “não!”... mas esse tópico dá para outro post.

 

Chegámos a meados da primeira década do novo século. A Xbox 360 apresenta-se ao serviço com um dashboard traduzido para português do Brasil. Live luso.  A nossa língua entrou para as caixas e manuais de produtos Nintendo. O canal de sondagens da Wii tem as perguntas localizadas. A PS3 traz um dashboard lusitano e a garantia de que todos os jogos distribuídos pela Sony Portugal virão, no mínimo, literalmente traduzidos para português – instruções e diálogos.

 

É a chegada de uma nova era. Perdeu-se a pureza, ganhou-se na qualidade da apresentação do produto final. Agora sim, os vídeojogos começam a ser para todos. Todos com uma mão cheia de euros para pagar pelas máquinas, claro está. Mas como acontece com a dobragem, também esse tema dá direito a outro post.

 

Mas sabem uma coisa? Confesso que sinto saudades da capa de plástico barato... da fotocópia a preto e branco... da cassete... da disquete. Do senhor da loja que não entendia a frase “gostaria de levar o Jet Set Willy, por favor.”

 

“Levar o quê? O Sem Ser Mili?!”

 

É no que dão os dias em que a nostalgia toma conta da minha alma. E desculpem lá o tamanho do post...

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por luxxx às 20:02

Sexta-feira, 16.02.07

Uma geração prematura?

Após algumas horas a jogar God of War II, voltei a perguntar a mim mesmo se a nova geração de máquinas não terá sido lançada prematuramente.

 

A nova aventura de Kratos é simplesmente soberba, demonstrando que ainda muito seria possível no hardware da PlayStation2. E não esquecer que as próximas semanas trarão consigo grandes títulos, como é o caso de Okami e Final Fantasy XII. Todos eles garantindo fabulosas experiências de jogo, muito acima da grande maioria dos títulos actualmente disponíveis para a PS3, 360 e Wii.

 

Além do mais, duas das máquinas next-gen têm a alta definição como imagem de marca... mas na realidade o HD encontra-se longe de estar implementado nas casas dos consumidores. E já nem falo em Portugal e na Europa, onde as cadeias de televisão ainda não ultrapassaram o período de testes de emissões em 720p, pois estudos recentes apontam para que apenas 17% dos norte-americanos tenham LCDs/Plasmas preparados para tirarem total partido das potencialidades gráficas das novas consolas.

 

Baseado numa experiência pessoal, posso avançar que grande parte dos meus companheiros americanos de Gears of War jogam a obra de Epic em televisões de normal resolução.

 

No que toca ao online, já existia na Xbox e na PS2, se bem que no caso desta última muito mal implementado. De qualquer maneira, com um pequeno esforço, a experiência online poderia aproximar-se um pouco mais da disponível nas máquinas next-gen.

 

Depois temos o Blu-ray/HD-DVD. Sinceramente... os DVDs ainda têm muitos anos de vida pela frente, permitindo sessões de caseiras de filmes com excelente qualidade de imagem e som. Ou seja, o salto qualitativo da passagem para filmes HD nada tem a ver com o salto permitido pelo fim do VHS. E também neste ponto... poucos têm televisões que permitam tirar total partido dos leitores de alta definição.

 

E mesmo a Wii... será que a Nintendo não poderia ter lançado um adaptador bluetooth para a GameCube que permitisse a ligação de um Cubemote à sua 128 bits? Possivelmente... sim.

 

Mas a verdade é que grande parte dos lucros da Sony/Microsoft/Nintendo vêm da venda de máquinas. E o negócio não poderia abrandar.

 

Tenho a teoria que a Sony não lhe teria desagradado manter “viva” a PlayStation2 durante mais alguns anos. As vendas continuam boas e o seu domínio do mercado é grande. Mas o mesmo não pode ser dito das suas congéneres 128 bits, facto que levou a Microsoft e a Nintendo a sentirem necessidade de deixar para trás a Xbox e a GameCube, entrando numa nova geração de máquinas. A SCE... foi de arrasto, o que lhe poderá sair um pouco caro.

 

É no que dá vivermos numa sociedade de consumo.

 

“Comprem as novas consolas! Não têm possibilidade de tirar total partido delas? Não faz mal! Comprem-nas na mesma e usufruam-nas a 100% daqui a vários anos... quando a próxima geração de máquinas for anunciada!”

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por luxxx às 15:24

Terça-feira, 07.11.06

As três da vida airada

Xbox 360... PS3... Wii...

 

Duas declaradamente em confronto directo e uma que tem como lema: “sou diferente, não tenho nada a ver com a guerra next-gen, portanto... comprem-me”. Trocando por miúdos... temos três consolas declaradamente em confronto directo.

 

Durante as próximas semanas, os fóruns e os blogues dedicados aos vídeojogos vão ficar carregados de mensagens de amor a umas e declarações de ódio a outras. Alguns posts serão racionais, outros nem por isso, assemelhando-se a discussões sobre futebol, mas tendo como pano de fundo o universo das consolas.

 

No que toca à Europa, o mesmo já aconteceu na era Spectrum/Commodore 64... na era Atari ST/Commodore Amiga... na era MegaDrive/Super Nintendo... mas nessa altura as missivas eram colocadas nas páginas do correio de leitores das revistas da especialidade.

 

Depois veio a net e com ela a acalorada troca de opiniões sobre a Saturn/PlayStation/N64. Chegaram as 128 bits e aí os fóruns atingiram o rubro. Insultos, alianças, utilizadores banidos, textos realmente interessantes e outros muito pelo contrário. Literalmente, fizeram-se amigos e inimigos.

 

É no que dá a paixão.


Por mim, desejo que as novas meninas tenham uma longa, longa vida, repleta de bons jogos. Em minha casa serão bem alimentadas, terei tempo para brincar com as três, levarão um beijinho antes de adormecerem e poderão contar com muito mimo, carinho e até com caixinhas de bombons. Agora, venham ter aqui com o papá, queriduchas, que a espera está a dar comigo em doido!

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por luxxx às 01:37


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