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No Nikkei Shinbum, o equivalente nipónico ao Wall Street Journal, foi colocado um artigo dedicado ao período de recessão que atormenta a indústria japonesa de vídeojogos. Intitulado “The Melancholy of Cool Japan”, apontou o dedo às causa mais prováveis.
E uma dessas causas deve-se ao “desaparecimento” dos trintões, até agora a grande base de sustentação das boas vendas dos jogos lançados para o mercado. De acordo com a peça, os senhores e as senhoras na casa das três dezenas de anos têm o tempo totalmente preenchido com a educação dos filhotes e com o emprego, não havendo espaço para vídeojogos. O crescimento e a vida adulta têm destas coisas tramadas...
Para complicar, a taxa de natalidade tem decrescido no Japão, havendo assim menos crianças, o que não tem ajudado nada à angariação de nova clientela, de forma a substituir a antiga.
Outros factores que têm ajudado à crise foram imputados à força crescente das grandes produtoras ocidentais, como a Electronic Arts e a Activision Blizzard, que têm retirado algum brilho às software-houses nipónicas.
A amor dos consumidores ocidentais por FPSs, género pouco explorado pelas produtoras asiáticas, tem dado uma ajuda à queda da expansão mercado japonês.
Convém referir que este ano, comparativamente a 2007, as vendas nipónicas de vídeojogos sofreram uma queda de 20 por cento, algo realmente preocupante.
Brett Ratner ainda não perdeu as esperanças de vir a realizar um filme baseado no franchise Guitar Hero. Coisa mais linda...
O vídeo que se segue mostra o senhor realizador a responder a algumas perguntas feitas durante a mais recente edição dos Prémios MTV. E segundo ele... a Activision só lhe cederá os direitos da adaptação no momento em que o franchise deixar de vender. Assim sendo, lá terei de comprar três, quatro ou mesmo cinco unidades de World Tour.
Sinceramente, não estranho. Não esquecer que 1989 foi lançado “The Wizard”, filme que dá algum protagonismo à Power Glove da NES. A diferença é que não foi intitulado como “Power Glove Meets Super Mario 3: The Movie”.
Portanto, coloquem um puto ceguinho, surdo, mudo ou autista como protagonista... um amigo responsável pelas graçolas... um enorme evento que terminará num duelo de guitarras de plástico... e temos aborto nas salas de cinema.
PS – Brett Ratner sua muito. Xiça. Chega a ser doloroso ver o homem a ser entrevistado. Não dá para entender se acabou de sair de uma piscina ou se está à beira de um ataque cardíaco. Prefiro nem pensar na badalhoquice em que se deverá transformar o senhor após ter tocado duas ou três músicas de Guitar Hero. Na guitarrinha nele é que eu não tocava, não!
Mais uma semana, mais uma compra, mais uma fusão.
Inesperadamente, a Vivendi perdeu o amor a 9.8 biliões de dólares, avançou na direcção da Activision e... nasceu uma nova gigante chamada Activision Blizzard, da qual 52% das acções pertencem ao grupo francês.
É o mais recente acontecimento no que toca à febre de compras que se tem registado neste ano.
Recordo que muito recentemente a EA tinha arrecadado a BioWare e a Pandemic, e que a Activision tinha capturado a Bizarre Creations.
No meio de tudo isto, temos a Electronic Arts com 15% das acções da Ubisoft e notícias que dão conta de uma eventual compra da Infogrames/Atari pela Ubisoft.
A ver vamos o que acontece a “pequenas” ilhas como a Take-Two, Eidos, Midway e THQ, sendo certo que deverão estar na mira dos mais ferozes tubarões brancos da indústria.
Por agora, longe desta estranha maré de aquisições encontra-se o mercado japonês. Será que alguma vez darei a notícias do género EA compra Capcom ou Activision Blizzard arrecada Konami?
Parece bastante improvável, mas já não digo nada.
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